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O diário de um sobrevivente #1

O Sol nasce, os pássaros começam a cantoria matinal - apesar de passar despercebida na maioria das minhas manhãs. Abrir as janelas nem pensar, tampouco as portas e portões. Checar os cantos e ruas, becos e vielas, casas vizinhas e todos outros lugares possíveis.

Feito! Agora ir às compras...

Sabe, sair de casa poderia parecer prazeroso e tudo o mais, encontrar os amigos, ou uma caminhada rotineira... Parecia! Agora sair de casa pode ser a última coisa que fará em toda a sua vida. Não há amigos para encontrar ou cachorros e gatos correndo pelos lados, não. Existem pessoas! Sim, existem muitas pessoas que posso encontrar a qualquer momento, mas não digo que seria algo interessante e saudável. Veja bem, não sou uma pessoa antissocial, até gostaria de poder conversar com todas as pessoas que visse pela frente, porém isso, agora, poderia custar minha vida.
Checar o local: feito.

Conto: A Menina e o Morangueiro. Parte II

  O jovem cavaleiro logo caiu em si, e entendeu que esta era a bruxa que enfeitiçara Margarette. Sentiu uma incontrolável vontade de atravessar sua espada pelo corpo da bruxa, mas acalmou-se e continuou espiando.


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0Ppo_xeyCWBK58ECrkzez0_-TtYounSKtCPLjoxm6BUkC-L3RHvwBw3e9-Nesl1JoMWoUIiA1XoFhBKxNxgSI16AHRMGKungJkKXFuYmD6p14RIxYvLgbv3_4D11HPpH7XUuNpMcksho/  Passaram-se alguns minutos, e a bruxa apagou a fogueira e foi para casa. O jovem cavaleiro a seguiu, tentando evitar qualquer tipo de barulho. Caminharam poucos metros, até que chegaram à velha casa. Margarette já estava em sua forma humana, e olhava atentamente pela janela, à procura de seu companheiro.

— Esperando alguém, minha querida? — Perguntou a bruxa, em tom sarcástico.

— Não, minha senhora. — Respondeu-lhe Margarette, tão triste como uma noite sem luar.

— Você continua tão bela como sempre, como é possível? — A bruxa segurava uma das mechas dos longos cabelos de Margarette. — Será minha prisioneira por muito tempo, acredito. As outras pobres donzelas... Suas belas feições eram tão passageiras que me arrependo de tê-las feito minhas prisioneiras. Um feitiço tão complicado como este, de transferência de beleza e revitalização, não pode ser desperdiçado com qualquer uma, não é mesmo? — A bruxa parecia pensativa, como se lembrasse de cada uma de suas vítimas.

— Sim, minha senhora. — Respondeu Margarette, ainda mais triste.

  Enquanto a bruxa tagarelava nos ouvidos de Margarette, o jovem cavaleiro espreitava ao redor da casa, preparando-se para entrar e atacar. Estava agachado em baixo do peitoril da janela, ouvindo a conversa. Foi então que tudo ficou em silêncio, apenas os sons da floresta eram perceptíveis. Sentiu um arrepio em sua espinha, olhou para trás e viu algo como fumaça se formando atrás dele. Nunca havia visto algo assim, mas logo imaginou o que seria: bruxaria. Retirou sua espada da bainha e a pôs em ordem de batalha, mas a bruxa não o atacou.

Conto: A menina e o Morangueiro.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg0Ppo_xeyCWBK58ECrkzez0_-TtYounSKtCPLjoxm6BUkC-L3RHvwBw3e9-Nesl1JoMWoUIiA1XoFhBKxNxgSI16AHRMGKungJkKXFuYmD6p14RIxYvLgbv3_4D11HPpH7XUuNpMcksho/  Era uma vez, uma linda menina que todos os dias ia para os longínquos bosques recolher flores para sua mãe doente. Uma vez, durante a viagem ao bosque, a menina foi surpreendida por uma velha, que estava atirada ao chão e pedia por ajuda. A menina, de muito bom coração, estendeu sua mão para ajudar a pobre velha.
  
  Seu rosto estava coberto por uma capa negra e velha, e suas mãos aparentavam ser tão velhas quanto o tempo. A menina, como uma amiga, pediu para que a velha retirasse o capuz para que ela a examinasse, para o caso de haver algum ferimento. A velha, com um sorriso malicioso, retirou o capuz. Seu rosto era pálido como a neve, e tão aparentemente velho quanto suas mãos. 
  
 A menina aterrorizou-se, mas não o demonstrou. Despediu-se da velha e pôs-se a caminhar. Mas não tardou e a velha a agarrou pelos braços, surrealmente forte, e disse que queria a agradecer.

— Muito obrigado minha jovem, muitos não parariam para me ajudar. — Disse a velha, ainda com o mesmo sorriso malicioso em seu rosto. 
— Por nada senhora, mas infelizmente tenho que ir, minha mãe me espera. — Insistiu.
— Espere! Tenho um presente como retribuição. — A velha estendeu sua mão, e nela havia um pequeno, mas aparentemente suculento morango.
  
 A menina apanhou o pequeno morango e agradeceu, mas a velha, insistente, pediu para que ela o comesse, dizendo que era o melhor exemplar que ela poderia comer em vida. A menina com muita fome e atraída pelo lindo morango, o pôs em sua boca.
  
 De início, sentiu-se maravilhada pelo quão saboroso era o morango. Mas em seguida, sentiu uma forte dor por todo seu corpo. Contorcendo-se, foi ao chão como se suas pernas não mais a agüentassem. Gritava por ajuda ao mesmo tempo em que chorava. A velha a olhava com o mesmo sorriso malicioso, mas agora exibia-se como vitoriosa.